Ao que Jesus lhes disse: Tende fé em Deus; porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele. Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco. Marcos 11:22-24.
Muitas vezes ao orar, somos como um garotinho que toca a campainha de uma porta, e depois sai correndo antes que alguém atenda. De uma coisa não há duvida: a área mais inexplorada das riquezas de Deus é a da oração. Quem sabe calcular a dimensão do poder de Deus? O homem é capaz de calcular o peso do mundo; sabe dizer o tamanho da cidade em que vive, sabe medir a velocidade da luz, sabe informar a hora exata do nascer e do pôr-do-sol, mas não sabe avaliar o poder da oração. A oração é do tamanho de Deus, pois é Ele quem nos dá a garantia dela. Ela tem as dimensões do poder de Deus, pois Ele garante que a atenderá. 1 João 5:15 E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito.
Irmãos, diante de todas nossas orações, temos de descobrir e saber qual é a vontade de Deus. Crer é o exercício de uma alma rendida e entregue à influencia da Palavra e do Espírito. Uma vez que cremos, nada nos será impossível. Andrew Murray diz que: "A fé está muito longe de ser uma simples convicção da verdade da Palavra de Deus ou uma conclusão a partir de certas promessas. É o ouvido que ouviu Deus dizer o que Ele fará e o olho que O viu fazendo isso". Portanto, onde há verdadeira fé é impossível que a resposta não venha. Quando cremos em nossa co-crucificação com o Senhor Jesus, a nossa vida é de jubilosa adoração a um Deus cujas mãos sempre asseguram o cumprimento do que Sua boca falou. Que nesse espírito ouçamos a promessa que Jesus dá, pois cada parte dela tem uma mensagem divina. Foi o próprio Cristo que disse: Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê. Marcos 9:23.
É em oração que nos tornamos conscientes da nossa falta de fé. Por outro lado, é em oração que Jesus ensina e inspira fé. Aquele que espera para orar, ou perde o ânimo de orar porque ainda desconhece que não tem fé suficiente para obter uma resposta, nunca aprenderá a crer. Aquele que começa a orar e a pedir descobrirá que o Espírito de fé certamente só é encontrado aos pés do trono. Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes. Jeremias 33:3.
Andrew Murray nos mostra que: "Quando, se no interesse maior da obra do Mestre ou nas preocupações pequenas de nossa vida diária, a alma é levada a ver que nada honra mais o Pai do que a fé que tem certeza de que Ele fará o que disse ao nos dar tudo que pedirmos e se firma na promessa demonstrada pelo Espírito, tal fé pode ter certeza de que receberá exatamente o que pediu". Note como claramente o Senhor afirma isso em Marcos 11:23b. ... se alguém... não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele.
Agora precisamos fazer uma importante pergunta: Como adquirir a fé que sabe que recebe tudo que pede? A resposta é muito simples: tenha fé na promessa de resposta à oração. O poder para crer numa promessa depende inteiramente, para não dizer somente, da fé naquele que faz a promessa. Andrew Murray acentua que: "A confiança na Pessoa gera confiança em Sua Palavra. É apenas quando vivemos unidos com Deus em comunhão pessoal e amorosa, quando o próprio Deus é tudo para nós, quando todo nosso ser está constantemente aberto e exposto para Sua poderosa influencia, quando Sua presença santa é revelada, que será desenvolvida a capacidade para crer que Ele dá tudo que pedimos". Quando colocamos a nossa pequena fé no Deus grande, nada será impossível para Ele realizar. Ó SENHOR, meu Deus, com o teu grande poder e com a tua força, fizeste o céu e a terra. Nada é impossível para ti. Jeremias 32:17 (LH).
Precisamos entender que a ligação entre fé em Deus e fé em Sua promessa se tornará clara para nós se considerarmos o que a fé realmente é. São sempre comparados com a mão ou a boca, os membros que usamos para pegar e nos apropriarmos do que nos é dado. Mas é importante que entendamos que fé também é o ouvido pelo qual ouvimos o que nos é prometido, e o olho pelo qual vemos o que nos é oferecido. É disso que depende o poder para receber. Tenho de ouvir a pessoa que me dá a promessa. O próprio tom de voz me dá a promessa. O tom de sua voz me dá coragem para crer. Eu tenho de vê-lo. Na luz de seu semblante todos os temores sobre meu direito de receber são dissipados. O valor da promessa depende daquele que faz a promessa. É pelo conhecimento de quem é Ele que a fé na promessa se baseia. É por essa razão que precisamos da iluminação do Espírito Santo em nosso interior para contemplarmos Aquele que é nossa vida. Visto que o que nós vemos vive em nós, então pela fé Deus vive e habita em nós. A obra da cruz nos proporciona este fato. Primeiro temos a promessa: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada. João 14:23b. Depois temos a realidade: Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? 1 Coríntios 3:16.
Somente a voz secreta do Espírito de Deus pode nos ensinar, como ensinou Jesus, o que dizer e o que fazer. Um ouvido aberto para Deus, isto é, um coração que crê esperando nEle para ouvir o que Ele diz, ouvirá Sua voz. As palavras de Deus não serão somente as palavras de um Livro, mas, vida e poder. Elas produzirão obras e experiências de vida, não apenas meras ideias. Através do ouvido aberto a alma permanece sob a influência da vida e poder do próprio Deus. Assim como as palavras que ouço penetram a mente, habitam e trabalham lá, pela fé Deus penetra no coração, permanece e trabalha nele. Quando a fé estiver sendo plenamente utilizada como olho e ouvido, como as faculdades da alma pelas quais vemos e ouvimos Deus, então será possível exercitar seu pleno poder como mão e boca, e assim nos apropriarmos de Deus e Suas bênçãos. Lembre-se, primeiramente precisamos ouvir a Sua Palavra e obedecê-la. Mas o que me der ouvidos habitará seguro, tranqüilo e sem temor do mal. Provérbios 1:33.
As Escrituras Sagradas nos garante que a "fé vem pelo ouvir a pregação de Cristo". Portanto, a fé é simplesmente uma entrega, ou seja, eu me rendo às impressões que as informações que ouço provocam em mim. Pela fé eu me rendo ao Deus vivo e a Sua Palavra. Sua glória e amor enchem meu coração e têm o domínio de minha vida. Fé é comunhão: eu me entrego à influência do amigo que faz uma promessa e me uno a ele por meio disso. É quando entramos nessa comunhão viva com o próprio Deus, por meio de uma fé que sempre O vê e O ouve, que se torna fácil e natural crer em Sua promessa sobre oração. Fé na promessa é o fruto de fé naquele que promete: a oração da fé tem sua raiz na vida de fé. E dessa forma a fé que ora com eficácia é de fato uma dádiva de Deus. Todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma. Hebreus 10:38.
Fé é dádiva divina, não foi produzida pela vontade humana, e é por isso que "sem fé é impossível agradar a Deus". Irmãos, certamente, para aquele que conhece bem seu Pai celestial e vive em comunhão íntima e constante com Ele, é simples crer na promessa de que Ele fará a vontade do filho que vive em união com Ele. É porque muitos filhos de Deus não entendem essa ligação entre a vida de fé e a oração de fé que sua experiência de poder na oração é tão limitada. Tem muita gente que é débil na fé. A cura de uma fé débil se acha somente no fortalecimento de toda nossa vida espiritual por meio de comunhão com Deus. Aprenda a crer em Cristo, a permanecer nEle e a deixar que Deus tome posse de sua vida, e tornar-se-à fácil se apegar à promessa. Quem conhece e confia em Deus descobre também que é fácil confiar na promessa. Para quem é a promessa? Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. Atos 2:39.
Querida igreja, precisamos ver o Pai assim como Ele é: O Deus de amor. Veja-o como o Deus de amor, cujo deleite é nos abençoar e transmitir-nos Seu próprio ser. Em tal adoração de fé em Deus o poder para crer na promessa também será enviado rapidamente. Quando cremos em nossa morte e ressurreição com Cristo, o próprio Deus vem habitar em nós, ou seja, apropriamos do próprio Deus e também de Suas promessas. Que lição preciosa o Senhor Jesus tem para nos ensinar hoje. Nós buscamos as dádivas de Deus , Deus quer dar-Se a nós primeiro. Pensamos na oração como o poder de trazer até nós boas dádivas do céu: Jesus vem como o meio de nos levar a Deus. Isso é maravilhoso demais para o nosso coração! Cristo veio e morreu para nos conduzir ao Pai. 1 Pedro 3:18a. Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus. Um coração cheio de Deus tem poder para fazer a oração da fé. A fé em Deus gera fé na promessa, incluindo a promessa de resposta a oração. Portanto, filho e filha de Deus, gaste tempo, gaste tempo para prostrar-se diante dEle, para esperar nEle para revelar-Se a Si mesmo. Separe tempo, e que sua alma, em santa adoração, exercite e expresse fé no Deus infinito, e enquanto Ele transmite a Si mesmo e toma posse de você, a oração da fé coroará sua fé em Deus. Amém. Com amor da parte do Pai e Cristo Jesus, Projeto Benção e Pregador Maurio Maciel.
Adquira o livro "O PÚLPITO NÃO É FIM" ou convide o autor para estar levando uma palavra edificante ou realizando uma palestra em sua igreja, retiros, encontros ou eventos. Contato pelo e-mail:pregador2007@gmail.com
“Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o SENHOR. Portanto assim diz o SENHOR Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitastes; eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o SENHOR. E eu mesmo recolherei o restante das minhas ovelhas, de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos; e frutificarão, e se multiplicarão. E levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e nunca mais temerão, nem se assombrarão, e nem uma delas faltará, diz o SENHOR. (Jeremias 23:1-4)”
Deus criou você para ser uma estrela com sua própria grandeza, executando o potencial que Ele mesmo lhe deu.
E Deus me enviou à terra com uma missão.
Só Ele pode me deter, os homens nunca poderão.
E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.
Esse blogger tem como objetivo trazer ao público interessado uma verdadeira meditação sobre o que realmente tem levado centenas de pessoas a não irem mais a Igreja.
Nosso objetivo é buscar respostas através de cada opinião aqui registrada.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
SACRIFICIO VIVO

O que é sacrifício?
Privação de coisa apreciada, abnegação.
O significado de sacrifício vai muito além da definição do dicionário.
Sacrifício é oferta solene à divindade, ou abandono forçado ou voluntário daquilo que nos é precioso; renúncia. Não podemos admitir a ideia de que sacrifício é dar bens materiais, senão um sacrifício total seria a doação de todos os bens materiais de uma pessoa.
Sacrifício também é identificado como troca. Uma troca consistiria em o homem deixar as coisas terrenas, esrerando recber coisas etrnas, com o Pai. É tudo isso e muito mais... Salmo 50:5 “Ajuntai-me os meus santos, aqueles que fizeram comigo uma aliança com sacrifícios.” O texto diz que foi feita uma aliança com sacrifício. O que é isto? Deus chamou a Abraão de madrugada para lhe pedir o sacrifício de seu filho Isaque. Ele não teve escolha, entre dar posses materiais ou seu filho, com certeza ele teria dado gado, dinheiro, ovelhas, etc. Mas Deus exigiu seu filho. Gênesis relata desta forma: Verso 22:1 Deus chama Abraão, "E aconteceu depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.” Verso 22:2 Deus faz o pedido, “E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.” Verso 22:3 Abraão atende a ordem divina, “Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque seu filho; e cortou lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera.” Abraão obedeceu prontamente a Deus? Ele havia feito uma aliança com Deus, muito tempo antes, ao sair de Ur dos Caldeus. Genesis 12:1-3 diz: “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” Esta aliança consistia em obedecer a Deus sempre, em colocar-se como homem e tudo que possuía a disposição de Deus e da Sua vontade, mesmo que isso o levasse ao sacrifício. Essa aliança de Abraão com o Pai nos define o que seja sacrifício e uma aliança com sacrifício.
Sacrifício, é a disposição para entregar sua vida a Deus, sem nenhuma reserva. É se dispor em tudo a Deus.
Aliança Com Sacrifício, é a decisão do homem de entregar toda vida a Deus, para tudo que Ele necessitar, em tudo que Ele pedir, mesmo que isto signifique chegar ao sacrifício.
Sacrifício em prática, para entendermos melhor:
Ted Hegre em seu livro “Sacrifício” fala em três espécies de morte:
A morte da velha vida, Ela acontece por ocasião da justificação. “Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (II Cor. 5:17) A vida velha é abandonada, os pecados são perdoados e uma nova vida vem do alto.
A morte do velho homem, Embora os pecados tenham sido perdoados e abandonados à velha natureza carnal, ainda continua a atuar e deseja dominar. A justificação livra o homem da condenação do pecado, e a santificação livra o homem do poder do pecado, faz o homem dominar o pecado e vencê-lo, pela graça de Deus. A partir de agora se deixe de viver para si e vive para Deus e passa-se a produzir os frutos do Espírito: amor, alegria, paz, gozo... (Gál. 5:22).
A morte do novo homem, Pode parecer um contrassenso. Isto, no entanto, não diz respeito ao pecador e nem o seu pecado, mas mais ao novo homem. Aí está incluída a morte para o conforto, para a segurança própria, para a confiança em coisas materiais, para evitar a “dor”, o “sofrimento”, a “exposição às provas” a qualquer custo. Paulo fala nisso como “levar sempre no corpo o morrer de Jesus para que também a Sua vida se manifeste em nosso corpo.” Aqui entra o morrer diário para nossa vontade a fim de que a vontade de Deus aconteça em nosso viver.
Ao sermos tomados pela cruz de Cristo temos que viver uma vida de sacrifícios, mas percebemos também que a única vida que satisfaz é a vida de sacrifício.
Sacrifício - do que?
O caminho do cordeiro é o caminho do sacrifício. Mas como deve ser nosso sacrifício?
Inicialmente existem dois sacrifícios que podemos fazer:
1º. Dar sacrificialmente;
2º. Viver sacrifialmente.
Podemos sacrificar aquilo que temos e também aquilo que somos.
3º. “A verdadeira vida cristã é vida de sacrifício”. Isto custa mais do que dinheiro: envolve tempo, saúde, habilidades custam esforço, conforto e segurança. “Precisamos aprender a viver dessa maneira a ponto de não mais procurar poupar-nos, mas desejar ser quebrantados, para que o Cristo que trazemos no íntimo seja revelado”. Há inúmeras maneiras de nos darmos a nós mesmos. “Viver sacrificialmente não é apenas partilhar nossas economias, mas como diz o profeta Isaías, abrir nossas almas ao faminto, satisfazendo a alma aflita.”
4º. “Aqueles que já foram justificados e santificados são chamados pela misericórdia divina a apresentar-se como um sacrifício vivo a Deus.”
Viver sacrificialmente
Alguém que sacrificou sua vontade, seus desejos e planos e está à disposição de Deus não pensará mais em si, seu pensamento será o próximo, que não conhece ou não é amigo de Deus.
5. Devemos:
“Não brincamos com palavras, vamos praticá-la”. Sejamos realistas, estarmos resolvidos a alcançar o nosso objetivo, sabemos como obter os meios. “Consagremos” também todo o nosso tempo livre e uma parte de nossas férias.
“Como podem vocês crer no valor supremo este evangelho, se não o colocarmos em prática, se não o espalhar e se não sacrificar dinheiro e nem tempo por ele”? Creiam-me, precisamos vencer, porque cremos na mensagem da cruz e estamos prontos a sacrificar tudo, até a própria vida, para que a justiça triunfe. Nosso povo deve ter o amor de Deus no coração, e imbuído do espírito de sacrifício próprio, pessoal e missionário. Se há um tempo em que se devem fazer sacrifícios, esse tempo é agora. Para que isto tudo possa acontecer: viver e dar sacrificialmente é preciso que aconteça um:
Sacrifício vivo
Romanos 12:1 fala do sacrifício vivo, um culto feito pela mente e pelo coração, “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”
O termo, sacrifício vivo significa oferecer, apresentar, por à disposição com a idéia de sacrifício e em razão disso, relembra a consagração da oferta sobre o altar: a oferta consagrada não mais pertence a quem a apresentou, ele não mais tem autoridade sobre ela.
A oferta visível - seu corpo.
Não se trata de algo interno, invisível, mas sim algo concreto, sua própria vida está nas mãos de Deus, seus atos o demonstrarão.
Cristo não fazia plano.
“Não temos sabedoria suficiente para planejar nossa vida. Não nos compete determinar o futuro.” Cristo, na sua vida sobre a terra, não fez planos para si mesmo. Aceitou os planos de Deus a Seu respeito, e dia após dia o Pai lhe fazia conhecer. De tal maneira devemos depender de Deus, que nossa vida possa ser a simples realização da Sua vontade. “Confiando-Lhe nossos caminhos, Ele dirigirá nossos passos.” (Explore bem este pensamento. Ele é grandioso).
Isto é sacrifício vivo: A vontade de deus em lugar do nosso egoísmo, o que Deus quer em lugar do que eu quero, em todos os aspectos. Paulo já descreveu esta verdade “Logo já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim...” (Gál. 2:20).
“Quando uma pessoa está inteiramente vazia do próprio eu, quando todo falso deus, seu ego é expulso da alma, o vazio é preenchido com a comunicação do Espírito Santo”, Mais uma vez, vemos que, se nos entregarmos a nós mesmos em sacrifício vivo, sem reservas, nossa vida se tornará a simples operação de Sua vontade. Como disse Jesus: “Contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua!”.
Conclusão: “O maior segredo do sucesso é: Deus ter de mim tudo o que Ele quer...der-lhe tudo” Amém. Assim seja sempre!
Que essa mensagem possa trazer um renovo para sua vida, e leve você a refletir sobre o significado da palavra sacrifício de forma bíblica. Com amor do Pai que enche meu coração e da parte de Cristo Jesus nosso único e suficiente salvador. Juntos com Benção em ação e Pregador Maurio Maciel.
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
O TOQUE NA ALMA CURA O CORPO

"E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo." (Marcos 1:40 e41)
A lepra era uma doença terrível nos tempos bíblicos. Não somente por causa do sofrimento físico, mas pela agonia emocional que seu portador experimentava, tendo que se afastar da sociedade para viver isoladamente. A alma do leproso, geralmente, era mais enferma do que o seu corpo. Sua solidão o deixava em estado de permanente tristeza. Jesus sabia, portanto, que a cura daquele homem devia se processar, primeiro, em sua alma, para depois se manifestar em seu corpo. Vejamos como Ele lidou com este problema.
É óbvio que Jesus desejou curar aquele homem, como curou a muitas outras pessoas. Veja que o doente se aproximou d´Ele implorando que algo se fizesse a seu favor, mas como uma certa dose de desconfiança. Talvez ele pensasse na possibilidade de estar diante de mais um que não desejasse fazer-lhe qualquer coisa, como a grande maioria que o via todos os dias. A coisa mais comum na vida de um leproso era se deparar com pessoas que queriam mais estar longe dele, do que prontas a ajudá-lo. Muitos, quando viam se aproximar alguém com uma doença assim gritavam em voz alta, dizendo: “um leproso!”, “um leproso!” e, em seguida, atiravam pedras para mantê-las à distância. Por essa razão, ele disse: Se quiseres...” Mas Jesus queria curá-lo. Glória a Deus! Isso demonstra que não há barreiras criadas pelo homem, que o amor divino não esteja disposto a derrubar. Ele veio realmente buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10).
O que a alma daquele homem mais precisava naquele momento, não era de pessoas que gritassem desesperadamente: “leproso! ... leproso! ... leproso!”. Muito menos de pedras que o colocassem mais adiante ainda dos outros. Ele precisava de alguém que simplesmente o amasse e assim tivesse compaixão. Não queria mais ser conhecido como “o leproso”, mas como alguém “limpo”. Jesus se compadeceu dele, vendo sua agonia e o intenso desejo de ser diferente do que era. Muitos hoje, também não querem mais ser conhecidos com o título de “drogados”, “viciados”, “bêbados”, “prostitutas”. Eles querem apenas conhecer alguém que se compadeça do triste estado em que se encontram, e que faça algo para mudar a sua realidade de vida. A compaixão de Jesus sempre moveu a mão de Deus para coisas tremendas e no caso do leproso, não foi diferente.
Um toque de cura. O leproso recebeu um toque de Jesus cheio de graça, de unção, de compaixão e de misericórdia. Jesus o tocou como há muito tempo ele não era tocado. Desta vez não foi o toque das pedras ou pedaços de pau. Foi um toque de amor no físico, profundo o suficiente para alcançar sua alma ferida, e seu espírito morto. O toque físico curou-o da sua horrível lepra. O da alma libertou-o da rejeição sofrida durante todos os anos da sua vida. O toque do espírito fez dele um novo homem de coração limpo. Tão limpo se tornou, a ponto de desejar ardentemente anunciar por toda parte o que Jesus havia feito por ele. Quando o Senhor o tocou, todos os anos em que estivera confinado ao seu mundo solitário, chegaram ao fim. Ele estava livre da doença física, bem como da enfermidade da alma. Por isso desejava estar na companhia das outras pessoas, anunciando as verdades do Evangelho, sem impedimento algum.
Jesus precisou demonstrar aquele leproso que o maior desejo do Seu coração era o de curá-lo e libertá-lo daquele mal. Tocando em seu corpo, sem preconceito e sem medo de contaminação, pôde mostrar-lhe o quanto o amava e estava interessado nele. Depois de abrir o coração para o grande amor divino, o homem saiu daquela experiência totalmente curado, em todos os níveis de sua vida.
Não importa o tipo de doença que você tenha ou pecado que haja cometido. Jesus deseja perdoá-lo e curá-lo agora mesmo. Creia que neste exato momento Ele está se dirigindo a você para tocar sua alma e seu corpo, trazendo toda cura que você necessita. Com amor da parte do Pai e Cristo Jesus, estamos juntos benção em ação e Pregador Maurio Maciel.
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ORAR É IMPORTANTE E NECESSÁRIO

“E, tendo chegado a tarde, quando já se estava pondo o sol, trouxeram-lhe todos os que se achavam enfermos, e os endemoninhados. E toda a cidade se ajuntou à porta. E curou muitos que se achavam enfermos de diversas enfermidades, e expulsou muitos demônios, porém não deixava falar os demônios, porque o conheciam. E, levantando-se de manhã, muito cedo, fazendo ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava.” (Marcos 1.32:35)
Depois de um grande acontecimento e antes de novos desafios, Jesus sempre encontrava-se com Deus por meio da oração. A oração ocupava o lugar central na vida do Mestre, como observaremos nesta lição.
A Oração Após Acontecimentos Importantes da Vida
A Bíblia relata o êxito conquistado por Jesus ao pregar o Evangelho na cidade onde se encontrava, havendo expulsado dela muitos demônios e curado vários enfermos. Aquele tempo de oração, portanto, foi uma oportunidade maravilhosa para render a Deus toda a gratidão, e todo o louvor pelos grandes feitos operados em favor da multidão, em Filipenses 4:6 “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças”. O nosso tempo devocional também pode ser um recurso divino para nos livrar de qualquer possibilidade de glória pessoal. Quando não reconhecemos o verdadeiro Autor da obra, deixamo-nos seduzir pela soberba, prepotência e orgulho. Não há melhor lugar para crucificar o ego do que no ambiente secreto da oração e da intimidade com Deus. Ali Ele se nos revela como a fonte de toda a bênção e virtude. Em outras ocasiões Jesus enfrentou situações não tão agradáveis como as relatadas nesta lição. Perseguição, injúria, ódio, por parte de Seus oponentes, fizeram do lugar de oração uma oportunidade para cura e restauração de Sua alma. Dali, certamente, muitas vidas foram liberadas por meio do perdão divino que fluía de Seu coração.
A Oração Antes dos Novos Desafios da Vida
Jesus não se sentiu no direito de “deitar-se em berço esplêndido”, só pelo fato de haver conseguido uma grande vitória no dia anterior. O tempo de oração passado a sós com Deus, não apenas O ajudou olhar para trás e ver o que de bom havia acontecido, como também a olhar para frente, a fim de ver os novos desafios que O aguardavam adiante. Se Jesus não tivesse o hábito de recorrer a Deus pela oração, não teria como saber se ficava ali mais um pouco, ou se partia para outros lugares. A necessidade do momento, o pedido dos discípulos e o clamor da multidão podiam ofuscar-lhe a visão do que Deus realmente queria para àquela hora. No tempo passado a sós com Deus, Ele sempre nos aponta a direção segura a tomar. Por meio dessa vida de intimidade com o Pai, adquirimos a sensibilidade espiritual necessária para percebermos onde se manifestam as reais necessidades, de acordo com a ótica divina, e não a nossa. Assim nos livramos dos espíritos de comodismo e ativismos, tão prejudiciais para o avanço do Evangelho, em Atos 16:9 e10 diz: “E Paulo teve de noite uma visão, em que se apresentou um homem da Macedônia, e lhe rogou, dizendo: Passa à Macedônia, e ajuda-nos. E, logo depois desta visão, procuramos partir para a Macedônia, concluindo que o Senhor nos chamava para lhes anunciarmos o evangelho.” O mesmo se aplica às questões pessoais, que terão um encaminhamento todo especial quando colocarmos a oração em primeiro lugar, assim está escrito em Provérbio 3:5 e 6, Confia no SENHOR de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.
A Oração e a Confirmação de um Propósito de Vida
Durante aquele glorioso período de oração, Deus pôde renovar-Lhe o chamado e o propósito de Sua vida. Jesus sempre esteve consciente da Sua missão na terra. Mas foi a Sua intensa e perseverante busca pela presença do Pai, que o manteve sóbrio, dentro do propósito original sem se desviar para a direita ou para a esquerda. Vivemos num mundo em que constantemente está nos oferecendo opções de vários caminhos a seguir. Nossa atenção é traída por palavras, visões, acontecimentos diversos. Se não tivermos o devido cuidado, pouco a pouco, nos distanciaremos do propósito original, enveredando-nos por outros caminhos, aparentemente bons. A oração, contudo, tem o poder de liberar a ação do Espírito Santo em nosso interior, para fazer a sondagem necessária dos caminhos que existem dentro do coração como está escrito em Salmo 139:23,24 “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.” É o Espírito quem identifica as motivações indevidas, o engano, a visão paralela e o pecado. Ao revelar essas coisas no nosso íntimo, graciosamente Ele nos conduz ao arrependimento e à Verdade, para que não mais andemos enganados à respeito dos nossos caminhos como diz no livro de João 16:8 e 13 “E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim; Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.” Na oração, ajustamos o foco da nossa visão e temos condições de dizer com firmeza a que viemos. Não podemos apenas aprender sobre oração; precisamos vivê-la. Separe agora um tempo de qualidade para estar a sós com Deus, e perceba quantas coisas novas serão reveladas ao seu coração, como resposta à sua busca. Graça e paz, juntos iremos com benção em ação. Com a graça do Pai, juntos com benção em ação Pregador Maurio Maciel.
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AO SE DEPARAR COM AS LUTAS, JAMAIS DESISTA .
Em Lucas capítulo 5:2 a 6 “E viu estar dois barcos junto à praia do lago; e os pescadores, havendo descido deles, estavam lavando as redes. E, entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, assentando-se, ensinava do barco a multidão. E, quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar. E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede. E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a rede.”
Os pescadores tinham desistido de pescar naquele dia, pois o trabalhado da noite toda havia sido vão; apesar de todo o esforço, nada conseguiram. Nesse ínterim, surge o Mestre amado. As coisas logo começariam a mudar. O Senhor Jesus entra no barco, pede que o afastem um pouco da margem e, usando-o como púlpito, começa a ensinar a multidão. Quando acaba de falar, diz a Simão que vá para o mar alto e que lance as redes para pescar. Simão poderia ter questionado, pois era um pescador profissional e não um aventureiro. No entanto, ele apenas comentou: “trabalhamos a noite toda e nada apanhamos, mas sobre tua Palavra lançaremos a rede”. Ao fazerem isso, colheram uma grande quantidade de peixes. E hoje, quem já está lavando as redes? É aquela mulher que já desistiu, ou o homem que já desistiu de ser pai, pois tentaram a vida toda e não conseguiram. A verdade é que tem muita gente desistindo de algo que poderia ser uma bênção. Vamos prestar atenção na mensagem: (1) o Mestre entrou no barco; deixe Jesus entrar na sua vida. (2) Ele ensinava; deixe-O falar ao seu coração, fique atento às pregações, pois é aí que o Senhor ensina, mas nem sempre estamos prestando atenção. Sabe aquela mensagem durante a qual nos distraímos? Pois é, o Senhor estava justamente querendo nos ensinar algo, e perdemos. É por isso que desistimos de alguma coisa boa e achamos até que Deus não queria aquilo na nossa vida. (3) Obedeceram a palavra do Mestre, mesmo conhecendo a dificuldades (4) Lançaram a rede, ato de fé.(5) Apanharam uma grande (benção) quantidade de peixes. (6) Vendo isso Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, reconhecimento, gratidão. Amigos, parem de lavar as redes, voltem para o barco e prestem mais atenção nos ensinamentos. Depois orem, lancem as redes, pois a luta pode ser grande, mas a vitória será maior. Quando Jesus é o Senhor, isto é, quando Ele está no comando, as coisas funcionam. Ore, sempre sobre a Palavra do Senhor, debaixo da Sua ordem, com o ensinamento no coração. Até a próxima, esperando que as suas redes venham a estar cheias de peixes e que o Senhor Jesus seja glorificado na vida de você. Seguindo em frente com benção em ação e Pregador Maurio Maciel.
DEIXE UM COMENTÁRIO POR FAVOR. Adquira o livro "O PÚLPITO NÃO É FIM" ou convide o autor para estar levando uma palavra edificante ou realizando uma palestra em sua igreja, retiros, encontros ou eventos. Contato pelo e-mail:pregador2007@gmail.com
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
MENSAGEM DE NATAL

"Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. (I João 3:8)"
Creio que o Natal deva ser uma data onde devemos nos direcionar a Deus e agradece-lo por entregar seu único Filho para morrer por nossos pecados e desfazer todas as obras que diabo tenta lançar sobre nós. Quando Jesus nasce vem com Ele a esperança da salvação, libertação e cura para sempre. Porem quando Jesus é levado a cruz para morrer por nós e ali passa seus últimos momentos, antes de dar o ultimo suspiro, ele diz que tudo está consumado! Ao entregar seu espírito a Deus, nasce no coração de cada um que o aceita como Senhor e Salvador da sua vida a certeza de uma esperança genuína e clara. Pois Jesus ressuscitou ao terceiro dia, e depois de aparecer a muitos, Ele sobe ao Pai, e envia o consolador que é o Espírito Santo. Que nesse natal você possa glorificar a Deus por tamanho amor, sentimento esse que O levou a dar seu único filho para que todo aquele que Nele crer não pereça mais tenha a vida eterna. Jesus não nasceu no natal, mais que esse momento seja de reflexão pelo nascimento, morte e ressurreição do único que é digno de toda honra, glória e louvou pelos séculos dos séculos. Deus abençoe você, com amor da parte do Pai e Cristo Jesus, Maurio Maciel.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
UM DOS RECEIOS DE PAULO: O ENGANO ASTUTO

Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo. 2 Coríntios 11:3.
O homem é um ser religioso. Desde os tempos mais remotos, ele tem levantado altares. Há povos sem leis, sem governos, sem economia, sem escolas, mas jamais sem religião. O homem tem sede do eterno. Deus mesmo colocou a eternidade no coração do homem. Cada religião busca oferecer ao homem o caminho de volta para Deus. É a tentativa desesperada de reconciliação com Deus. A deturpação do pecado, a sagacidade do diabo e a corrupção do mundo entenebreceram a mente humana, e o homem perdeu-se no cipoal desta busca do sagrado. Religiões esdrúxulas são engendradas com vistas a arrastar os homens para os corredores escuros do obscurantismo espiritual. O pecado embruteceu o homem, o diabo cegou o seu entendimento e por isso, cada vez mais, as religiões afastam os homens de Deus, em vez de aproximá-los. A religião é um caminho que o homem tenta abrir da terra para o céu. Hoje a busca incessante é por algo espetacular, extraordinário, e tudo aquilo que pode ser constatado e todo tipo de novidade. É isso que todo religioso busca. Atos 17:21-22. Pois todos os de Atenas e os estrangeiros residentes de outra coisa não cuidavam senão dizer ou ouvir as últimas novidades. Então, Paulo, levantando-se no meio do Areópago, disse: Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos.
O pecado rompeu a harmonia e a comunhão do homem com Deus, consigo mesmo, com o próximo e com a natureza. O pecado desestruturou o homem e todas as suas relações. O pecado atingiu e afetou o homem como um todo e atingiu cada área da sua vida. Aquele que foi criado à imagem e semelhança de Deus tornou-se um ser ambíguo, confuso e contraditório. De dentro do coração do homem vasa uma torrente caudalosa de sujidades. O coração humano tornou-se enganoso e desesperadamente corrupto, um poço de sentimentos mesquinhos e desejos abomináveis. A corrupção do meio nada mais é do que o transbordamento da maldade que está em ebulição no coração do homem. Onde quer que o homem põe a mão, ele contamina o ambiente. Quem da imundícia poderá tirar coisa pura? Ninguém! Jó 14:4.
Em virtude dessa dolorosa realidade, surgiram e ainda surgem milhares de religiões, criadas pelo engenho humano, por mentes corrompidas, espíritos manietados e subservientes aos caprichos do diabo, para afastar ainda mais os homens de Deus. Há, portanto, muitos "altares" espúrios, muitos deuses falsos, muitos cultos abomináveis para Deus. Não poucas vezes, o homem adora a criatura em lugar do criador. Muitos "crentes" em rebelião contra Deus servem deliberadamente aos seus próprios desejos satisfazendo assim a vontade do seu pai. O que é mais chocante é que há também aqueles que, mesmo conhecendo a verdade, adotam um modelo doentio de espiritualidade e não aquele que vem de Deus. Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós. Filipenses 3:17.
Testemunhamos hoje o florescimento do humanismo exacerbado. Tudo gira em torno do homem. O homem é o centro e a medida de todas as coisas. A vontade do homem deve ser sempre satisfeita. Até mesmo a religião precisa adequar-se às pesquisas de mercado. A verdade perdeu o seu valor fundamental para esta geração humanista. As pessoas embaladas pelo pragmatismo emergente buscam não a verdade, mas o que funciona: não o que é certo, mas o que dá certo. Assim, os cultos mais freqüentados são aqueles que supervalorizam a experiência, ainda que não aferida pela verdade revelada de Deus. Prevalece o subjetivismo. O que está em voga hoje não é o estudo sério, analítico e profundo das Escrituras, mas uma consulta superficial, mística e sentimental da Palavra. É por isso que a cura é superficial. Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz. Jeremias 8:11.
Assim o estudo da Bíblia passou a ser irrelevante: o que importa é o que o "espírito" revela no momento, através de pessoas "inspiradas". A luz interior tornou-se mais importante do que a revelação escrita de Deus. As pessoas estão ávidas para ouvir os profetas do subjetivismo e os intérpretes de sonhos, em vez de examinar as Escrituras. Correm atrás do místico, não da verdade. Em virtude desse desvio, floresce no meio evangélico uma procura cada vez maior por profetas e profetisas que possam interpretar sonhos e visões e trazer direto para o povo os mistérios da vontade de Deus. Mergulhados cada vez mais em um analfabetismo bíblico, os incautos fluem aos borbotões para esses redutos, sorvendo sem questionar todo o ensino que brota do enganoso coração humano, em vez de beber da água limpa que jorra das Escrituras. Cavam cisternas rotas e abandonam a fonte das águas vivas. Seguem conselhos de homens e deixam os preceitos do Senhor. Obedecem cegamente a líderes pseudo-espirituais e rejeitam a suficiência das Escrituras. Este povo maligno, que se recusa a ouvir as minhas palavras, que caminha segundo a dureza do seu coração e anda após outros deuses para os servir e adorar, será tal como este cinto, que para nada presta. Jeremias 13:10.
A preocupação do homem moderno é agradar a si mesmo, e não a Deus. Ele quer sentir-se bem. Quer ter experiências arrebatadoras. Ele busca experiências que lhe provoquem calafrios na espinha. O homem está ávido por ver sinais e maravilhas, e anda atrás de milagres. Para o homem moderno, a religião precisa apelar não à sua razão, mas às suas emoções. Ele não quer conhecer, quer sentir. O culto não é racional, é sensorial. Sua mente está embotada, sua razão adormecida. Não importa o que as pessoas falem desde que ele experimente uma catarse. Ele não quer julgar os fatos: para ele, tudo o que parece ser sobrenatural é bom. O sentimento prevaleceu sobre a razão. As emoções assentaram-se no trono. Elas têm a última palavra. Para muitas pessoas, a religião está-se transformando em um ópio, um narcótico que anestesia a alma e coloca em sono profundo as grandes inquietações da mente. E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos. Romanos 13:11.
Para continuar alimentando o homem com fortes emoções e mantê-lo em contínuo estado de êxtase, é preciso criar novidades a cada dia. O culto, então, passa a ser elaborado com vistas a despertar fortes emoções. A música é executada para mexer com os sentimentos. A mensagem é pregada para atender ao gosto da freguesia. Tudo está centrado no propósito de agradar ao homem e, satisfazer seus anseios. E o culto do homem para o homem. E o culto da terra para a terra. É o culto-show, em que o dirigente precisa ter um desempenho eficaz na arte de manipular as emoções. As pessoas buscam os sopros poderosos, as visões celestiais, as revelações forâneas às Escrituras, as experiências arrebatadoras, as emoções fortes, mas continuam cada vez mais vazias. Não adianta vocês consultarem os ídolos ou os médiuns, pois eles só dizem bobagens e mentiras. Os que explicam sonhos são falsos, e as suas palavras de consolo não ajudam nada. Por isso, o povo vive aflito e anda sem direção, como ovelhas que não têm pastor. Zacarias 10:2 (LH).
Essa espiritualidade cênica e teatral traz fogo estranho diante do Senhor. O culto não pode ser apenas um veículo para atender às nos¬sas necessidades emocionais. Não pode ser apenas uma expressão cultural. O culto deve ser bíblico, balizado pela verdade revelada de Deus. Jesus declarou à mulher samaritana que Deus não está procurando adoração, mas adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Antes de aceitar o nosso culto, Deus precisa aceitar a nossa vida. Jesus falou sobre o fariseu que foi ao templo para orar. Ele não fez uma oração, mas um panegírico de auto-elogio. Trombeteou suas próprias virtudes, ao mesmo tempo que, com palavras ácidas, assacou acusações pesadas contra o publicano, o qual, por sua vez, não ousou levantar os olhos, mas clamou com angústia de alma: O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Lucas 18:13.
Não adianta ter um culto carismático se a vida do adorador é imoral. Não adianta expulsar demônios, se o exorcista é desonesto em seus negócios. Não adianta falar em outras línguas no culto e depois entregar-se à maledicência em casa. Não adianta apresentar a oferta no altar, se o coração é um poço de inveja e amargura. Se cremos que morremos e ressuscitamos com Cristo, o nosso culto deve ser verdadeiro. Não podemos ter uma religiosidade centrada na preferência ou no gosto do auditório. O culto precisa ser bíblico. O culto é teocêntrico, e não antropocêntrico. A verdade de Deus não é subjetiva ou indefinível. Os princípios de Deus são supraculturais e eternos. Não podemos chegar com fogo fabricado, ou seja, fogo estranho diante de Deus. O fogo estranho é bonito, é quente, é atraente, é fruto do esforço humano, mas não vem do céu: é fabricado na terra, é uma conspiração contra o verdadeiro fogo, uma abominação para Deus. Nem sempre aquilo que impressiona os homens, impressiona a Deus. Aquilo que os homens aplaudem, muitas vezes, é abominação para Deus. O culto ou é bíblico, ou é anátema. Por isso Deus ama o sacrifício dos lábios que confessam o Seu nome. Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome. Hebreus 13:15. Amém. Deus abençoe sua vida. Projeto Benção e ação e Pregador Maurio Maciel. Adquira o livro "O PÚLPITO NÃO É FIM" ou convide o autor para estar levando uma palavra edificante ou realizando uma palestra em sua igreja, retiros, encontros ou eventos. Contato pelo e-mail:pregador2007@gmail.com
O ÚNICO CONSOLO SEGURO

O que me consola na minha angústia é isto: que a tua palavra me vivifica. Salmo 119:50
Quando os ventos fortes estão soprando, quando uma tempestade se aproxima, ficamos amedrontados e rapidamente buscamos um abrigo seguro para nos protegermos. O que fazemos quando a nossa alma entra numa turbulência e tudo parece estar sem controle? Para onde nos dirigimos, para buscarmos proteção e segurança? A quem recorremos, quando o socorro humano é tão limitado quanto inoperante? Para onde ir, quando todo o aconselhamento "bíblico" e exortações "espirituais" são ineficazes? Bem-aventurada é aquela pessoa que crê que a palavra de Deus é o único lugar que pode trazer segurança e consolo para a suas aflições.
Lemos em Salmos 119: 25 e 28: A minha alma está apegada ao pó; vivifica-me segundo a tua palavra. A minha alma, de tristeza, verte lágrimas; fortalece-me segundo a tua palavra. Somente a palavra de Deus pode penetrar no mais profundo do nosso ser e sarar a nossa dor. Ela é saúde para a nossa alma e alegria para o nosso coração. No livro de Jeremias 15:16a e Salmos 119:103, lemos: Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração. Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca. A palavra de Deus é instrumento de libertação. Ela nos livra de sermos derrotados.
No livro de Oséias 4:6a e Provérbios 11:9b, lemos: O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Mas os justos são libertados pelo conhecimento. A nossa alma tem uma necessidade extremada de se alimentar da palavra de Deus. Nada pode saciá-la, a não ser a palavra vinda diretamente do trono da graça. Estarmos equipados para a vida é estarmos cheios da verdade de Deus em nosso coração. No livro de Colossenses 3:16 está escrito: Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. Esta instrução bíblica não procede de um Deus cheio de manias, porém, é uma bendita direção para que possamos encontrar um abrigo seguro para a nossa alma aflita.
Constantemente estamos sofrendo com as pressões deste mundo. Buscamos consolo e encontramos dureza. Vamos atrás de compreensão na igreja e recebemos uma aula de teologia. Ansiamos por amor e nos deparamos com frieza. Neste mundo, não há lugar para os fracos. Em muitas comunidades, somente os fortes conseguem sobreviver. As igrejas estão cheias de mancos, aleijados e desvalidos emocionais. São pobres almas desqualificadas que vivem perambulando dentro das nossas próprias igrejas. Elas estão atrás de um pouco de aceitação e compreensão. Muitos daqueles que estão sentados ao nosso lado estão sofrendo, porém, não querem ouvir um aconselhamento bíblico, pois já o tiveram. Não querem receber uma série de textos das Escrituras Sagradas para os confessarem, pois já fizeram isto muitas vezes. O que anseiam é tocar um coração que se compadeça da sua dor insuportável. Não buscam a solução do problema, mas estão atrás de alguém que os ouça e se compadeça de sua aflição. Alguém que fale com o coração e não somente com os lábios. Precisamos ser pessoas cheias da palavra de Deus. Carecemos de ser cheios da graça divina.
A nossa mente pode ter muitas informações a respeito da Bíblia, mas somente o nosso coração pode saborear a revelação da palavra que procede de Deus. A palavra de Deus não foi dada para nos exercitarmos intelectualmente com ela, mas com o fim de alimentarmos o nosso coração, e assim, sermos um canal de graça neste mundo caído. A graça de Deus nos conduz à palavra. A palavra de Deus nos firma nesta graça. A nossa alma necessita da palavra. Em 1 Pedro 2:2, lemos: Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação. A segurança que a nossa alma tanto almeja está unicamente na palavra de Deus.
O livro de Salmos 119:105 registra: Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz, para os meus caminhos. A palavra de Deus é a nossa vida, conforme lemos em Deuteronômio 32:47a: Porque esta palavra não é para vós outros coisa vã; antes, é a vossa vida. A palavra de Deus tem o poder para nos fortalecer. No livro de Atos 20:32, lemos: Agora, pois, encomendo-vos ao Senhor e à palavra da sua graça, que tem poder para vos edificar e dar herança entre todos os que são santificados.
Quando nascemos do alto, pela graça de Deus, ganhamos uma nova mente, a mente de Cristo. Lemos em 1 Coríntios 2:16: Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo. O que é ter a mente de Cristo? É ter a mente da palavra de Deus. Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. Filipenses 4:8. Precisamos nos saturar desta bendita vitamina, a palavra de Deus. O livro de Josué 1:8 e Salmos 1:2-3 aponta: Não cesses de falar deste livro da lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem sucedido. Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido. O recurso inesgotável para saciar a sede da nossa alma é a palavra de Deus. Bendito é aquele que anuncia a palavra de Deus, não somente com os lábios, mas também com o coração. Este tem a autoridade para tocar as almas machucadas pela vida. A palavra armazenada em nosso coração produz consolo e prazer. No livro de Salmo 119:52 e 92 lemos: Lembro-me dos teus juízos de outrora e me conforto, ó Senhor. Não fosse a tua lei ter sido o meu prazer, há muito já teria eu perecido na minha angústia. O berço consolador da nossa alma é a santa palavra. Estou aflitíssimo; vivifica-me, Senhor, segundo a tua palavra. Salmo 119:107. Amparo, proteção, segurança, aceitação e alívio são encontrados nas palavras do Senhor Jesus. No livro de Mateus 11:28-30, lemos: Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. Ao tocarmos a palavra de Deus, estamos tocando uma pessoa, o Senhor Jesus Cristo. O seu nome é o Verbo de Deus. No livro de Apocalipse 19:13 está registrado: Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus. Quando estamos cheios da palavra de Deus, estamos repletos de Cristo, pois a palavra expressa o caráter santo do Senhor Jesus.
Que jamais percamos de vista que a palavra de Deus está acima de todas as nossas angústias, decepções e dores. Sobre mim vieram tribulação e angústia; todavia, os teus mandamentos são o meu prazer. Salmo 119:143. Como é confortante ouvir que: Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei. Isaías 55:11. O Senhor quer que enchamos nosso coração e mente com a sua palavra. Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma; atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontal entre os olhos. No coração, tem ele a lei do seu Deus; os seus passos não vacilarão. Deuteronômio 11:18 e Salmo 37:31. A nossa alma, o nosso mais profundo ser, só encontrará consolo seguro, quando repousar na eterna e imutável palavra de Deus. Enviou-lhes a sua palavra, e os sarou, e os livrou do que lhes era mortal. Salmo 107:20. Com amor da parte do Pai e Cristo Jesus, Projeto Benção e ação e Pregador Maurio Maciel. Adquira o livro "O PÚLPITO NÃO É FIM" ou convide o autor para estar levando uma palavra edificante ou realizando uma palestra em sua igreja, retiros, encontros ou eventos. Contato pelo e-mail:pregador2007@gmail.com
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
A VIDA DO APÓSTOLO PAULO

“Ele era um homem de pequena estatura”, afirmam os Atos de Paulo, escrito apócrifo do segundo século, “parcial-mente calvo, pernas arqueadas, de compleição robusta, olhos próximos um do outro, e nariz um tanto curvo.”
Se esta descrição merecer crédito, ela fala um bocado mais a respeito desse homem natural de Tarso, que viveu quase sete décadas cheias de acontecimentos após o nascimento de Jesus. Ela se encaixaria no registro do próprio Paulo de um insulto dirigido contra ele em Corinto. “As cartas, com efeito, dizem, são graves e fortes; mas a presença pessoal dele é fraca, e a palavra desprezível” (2 Co 10:10).
Sua verdadeira aparência teremos de deixar por conta dos artistas, pois não sabemos ao certo. Matérias mais importantes, porém, demandam atenção — o que ele sentia, o que ele ensinava, o que ele fazia.
Sabemos o que esse homem de Tarso chegou a crer acerca da pessoa e obra de Cristo, e de outros assuntos cruciais para a fé cristã. As cartas procedentes de sua pena, preservadas no Novo Testamento, dão eloqüente testemunho da paixão de suas convicções e do poder de sua lógica.
Aqui e acolá em suas cartas encontramos pedacinhos de autobiografia. Também temos, nos Atos dos Apóstolos, um amplo esboço das atividades de Paulo. Lucas, autor dos Atos, era médico e historiador gentio do primeiro século.
Assim, enquanto o teólogo tem material suficiente para criar intérminos debates acerca daquilo em que Paulo acreditava, o historiador dispõe de parcos registros. Quem se der ao trabalho de escrever a biografia de Paulo descobrirá lacunas na vida do apóstolo que só poderão ser preenchidas por conjeturas.
A semelhança de um meteoro brilhante, Paulo lampeja repentinamente em cena como um adulto numa crise religiosa, resolvida pela conversão. Desaparece por muitos anos de preparação. Reaparece no papel de estadista missionário, e durante algum tempo podemos acompanhar seus movimentos através do horizonte do primeiro século. Antes de sua morte, ele flameja até entrar nas sombras além do alcance da vista.
Sua Juventude:
Antes, porém, que possamos entender Paulo, o missionário cristão aos gentios, é necessário que passemos algum tempo com Saulo de Tarso, o jovem fariseu. Encontramos em Atos a explicação de Paulo sobre sua identidade: “Eu sou judeu, natural de Tarso, cidade não insignificante da Cilícia” (At 21:39). Esta afirmação nos dá o primeiro fio para tecermos o pano de fundo da vida de Paulo.
A) Da Cidade de Tarso. No primeiro século, Tarso era a principal cidade da província da Cilícia na parte oriental da Ásia Menor. Embora localizada cerca de 16 km no interior, a cidade era um importante porto que dava acesso ao mar por via do rio Cnido, que passava no meio dela.
Ao norte de Tarso erguiam-se imponentes, cobertas de neve, as montanhas do Tauro, que forneciam a madeira que constituía um dos principais artigos de comércio dos mercadores tarsenses. Uma im¬portante estrada romana corria ao norte, fora da cidade e através de um estreito desfiladeiro nas montanhas, conhecido como “Portas C¬licianas”. Muitas lutas militares antigas foram travadas nesse passo entre as montanhas.
Tarso era uma cidade de fronteira, um lugar de encontro do Leste e do Oeste, e uma encruzilhada para o comércio que fluía em ambas as direções, por terra e por mar. Tarso possuía uma preciosa herança. Os fatos e as lendas se entremesclavam, tornando seus cidadãos ferozmente orgulhosos de seu passado.
O general romano Marco Antônio concedeu-lhe o privilégio de libera civitas (“cidade livre”) em 42 a.C. Por conseguinte, embora fizesse parte de uma província romana, era autônoma, e não estava sujeita a pagar tributo a Roma. As tradições democráticas da cidade-estado grega de longa data estavam estabelecidas no tempo de Paulo.
Nessa cidade cresceu o jovem Saulo. Em seus escritos, encontramos reflexos de vistas e cenas de Tarso de quando ele era rapaz. Em nítido contraste com as ilustrações rurais de Jesus, as metáforas de Paulo têm origem na vida citadina.
O reflexo do sol mediterrânico nos capacetes e lanças romanos teriam sido uma visão comum em Tarso durante a infância de Saulo. Talvez fosse este o fundo histórico para a sua ilustração concernente à guerra cristã, na qual ele insiste em que “as armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas” (2 Co 10:4).
Paulo escreve de “naufragar” (1 Tm 1:19), do “oleiro” (Rm 9:21), de ser conduzido em “triunfo” (2 Co 2:14). Ele compara o “tabernáculo terrestre” desta vida a um edifício de Deus, casa não feita por mãos, eterna, nos céus” (2 Co 5:1). Ele toma a palavra grega para teatro e, com audácia, aplica-a aos apóstolos, dizendo: “nos tornamos um espetáculo (teatro) ao mundo” (1 Co¬ 4:9).
Tais declarações refletem a vida típica da cidade em que Paulo passou os anos formativos da sua meninice. Assim as vistas e os sons deste azafamado porto marítimo formam um pano de fundo em face do qual a vida e o pensamento de Paulo se tornaram mais compreensíveis. Não é de admirar que ele se referisse a Tarso como “cidade não insignificante”.
Os filósofos de Tarso eram quase todos estóicos. As idéias estóicas, embora essencialmente pagãs, produziram alguns dos mais nobres pensadores do mundo antigo. Atenodoro de Tarso é um esplêndido exemplo.
Embora Atenodoro tenha morrido no ano 7 d.C., quando Saulo não passava de um menino pequeno, por muito tempo o seu nome permaneceu como herói em Tarso. E quase impossível que o jovem Saulo não tivesse ouvido algo a respeito dele.
Quanto, exatamente, foi o contato que o jovem Saulo teve com esse mundo da filosofia em Tarso? Não sabemos; ele não no-lo disse. Mas as marcas da ampla educação e contato com a erudição grega o acompanham quando homem feito. Ele sabia o suficiente sobre tais questões para pleitear diante de toda sorte de homens a causa que ele representava. Também estava cônscio dos perigos das filosofias religiosas especulativas dos gregos. “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens… e não segundo Cristo”, foi sua advertência à igreja de Colossos (Cl 2:8).
B) Cidadão Romano. Paulo não era apenas “cidadão de uma cidade não insignificante”, mas também cidadão romano. Isso nos dá ainda outra pista para o fundo histórico de sua meninice.
Em At 22:24-29 vemos Paulo conversando com um centurião romano e com um tribuno romano. (Centurião era um militar de alta patente no exército romano com 100 homens sob seu comando; o tribuno, neste caso, seria um comandante militar.) Por ordens do tribuno, o centurião estava prestes a açoitar Paulo. Mas o Apóstolo protestou: “Ser-vos-á porventura lícito açoitar um cidadão romano, sem estar condenado?” (At 22:25). O centurião levou a notícia ao tribuno, que fez mais inquirição. A ele Paulo não só afirmou sua cidadania romana mas explicou como se tornara tal: “Por direito de nascimento” (At 22:28). Isso implica que seu pai fora cidadão romano.
Podia-se obter a cidadania romana de vários modos. O tribuno, ou comandante, desta narrativa, declara haver “comprado” sua cidadania por “grande soma de dinheiro” (At 22:28). No mais das vezes, porém, a cidadania era uma recompensa por algum serviço de distinção fora do comum ao Império Romano, ou era concedida quando um escravo recebia a liberdade.
A cidadania romana era preciosa, pois acarretava direitos e privilégios especiais como, por exemplo, a isenção de certas formas de castigo. Um cidadão romano não podia ser açoitado nem crucificado.
Todavia, o relacionamento dos judeus com Roma não era de todo feliz. Raramente os judeus se tornavam cidadãos romanos. Quase todos os judeus que alcançaram a cidadania moravam fora da Palestina.
C) De Descendência Judaica. Devemos, também, considerar a ascendência judaica de Paulo e o impacto da fé religiosa de sua família. Ele se descreve aos cristãos de Filipos como “da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu” (Fp 3:5). Noutra ocasião ele chamou a si próprio de “israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim” (Rm 11:1).
Dessa forma Paulo pertencia a uma linhagem que remontava ao pai de seu povo, Abraão. Da tribo de Benjamim saíra o primeiro rei de Israel, Saul, em consideração ao qual o menino de Tarso fora chamado Saulo.
A escola da sinagoga ajudava os pais judeus a transmitir a herança religiosa de Israel aos filhos. O menino começava a ler as Escrituras com apenas cinco anos de idade. Aos dez, estaria estudando a Mishna com suas interpretações emaranhadas da Lei. Assim, ele se aprofundou na história, nos costumes, nas Escrituras e na língua do seu povo. O vocabulário posterior de Paulo era fortemente colorido pela linguagem da Septuaginta, a Bíblia dos judeus helenistas.
Dentre os principais “partidos” dos judeus, os fariseus eram os mais estritos (veja o capítulo 5, “Os Judeus nos Tempos do Novo Testamento”). Estavam decididos a resistir aos esforços de seus conquistadores romanos de impor-lhes novas crenças e novos estilos de vida. No primeiro século eles se haviam tornado a “aristocracia espiritual” de seu povo. Paulo era fariseu, “filho de fariseus” (At 23.6). Podemos estar certos, pois, de que seu preparo religioso tinha raízes na lealdade aos regulamentos da Lei, conforme a interpretavam os rabinos. Aos treze anos ele devia assumir responsabilidade pessoal pela obediência a essa Lei.
Saulo de Tarso passou em Jerusalém sua virilidade “aos pés de Gamaliel”, onde foi instruído “segundo a exatidão da lei. . .“ (At 22:3). Gamaliel era neto de Hillel, um dos maiores rabinos judeus. A escola de Hilel era a mais liberal das duas principais escolas de pensamento entre os fariseus. Em Atos 5:33-39 temos um vislumbre de Gamaliel, descrito como “acatado por todo o povo.”
Exigia-se dos estudantes rabínicos que aprendessem um ofício de sorte que pudessem, mais tarde, ensinar sem tornar-se um ônus para o povo. Paulo escolheu uma indústria típica de Tarso, fabricar tendas de tecido de pêlo de cabra. Sua perícia nessa profissão proporcionou-lhe mais tarde um grande incremento em sua obra missionária.
Após completar seus estudos com Gamaliel, esse jovem fariseu provavelmente voltou para sua casa em Tarso onde passou alguns anos. Não temos evidência de que ele se tenha encontrado com Jesus ou que o tivesse conhecido durante o ministério do Mestre na terra.
Da pena do próprio Paulo bem como do livro de Atos vem-nos a informação de que depois ele voltou a Jerusalém e dedicou suas energias à perseguição dos judeus que seguiam os ensinamentos de Jesus de Nazaré. Paulo nunca pôde perdoar-se pelo ódio e pela violência que caracterizaram sua vida durante esses anos. “Porque eu sou o menor dos apóstolos”, escreveu ele mais tarde, “. . . pois persegui a igreja de Deus” (1 Co 15:9). Em outras passagens ele se denomina “perseguidor da igreja” (Fp 3:6), “como sobremaneira perseguia eu a igreja de Deus e a devastava” (Gl 1:13).
Uma referência autobiográfica na primeira carta de Paulo a Timóteo jorra alguma luz sobre a questão de como um homem de consciência tão sensível pudesse participar dessa violência contra o seu próprio povo. “. . . noutro tempo era blasfemo e perseguidor e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade” (1 Tm 1:13). A história da religião está repleta de exemplos de outros que cometeram o mesmo erro. No mesmo trecho, Paulo refere a si próprio como “o principal” dos pecadores” (1 T 1:15), sem dúvida alguma por ter ele perseguido a Cristo e seus seguidores.
D) A Morte de Estevão. Não fora pelo modo como Estevão morreu (At 7:54-60), o jovem Saulo podia ter deixado a cena do apedrejamento sem comoção alguma, ele que havia tomado conta das vestes dos apedrejadores. Teria parecido apenas outra execução legal.
Mas quando Estevão se ajoelhou e as pedras martirizantes choveram sobre sua cabeça indefensa, ele deu testemunho da visão de Cristo na glória, e orou: “Senhor, não lhes imputes este pecado” (Atos 7:60).
Embora essa crise tenha lançado Paulo em sua carreira como caçador de hereges, é natural supor que as palavras de Estevão tenham permanecido com ele de sorte que ele se tornou “caçado” também —caçado pela consciência.
E) Uma Carreira de Perseguição. Os eventos que se seguiram ao martírio de Estevão não são agradáveis de ler. A história é narrada num só fôlego: “Saulo, porém, assolava a igreja, entrando pelas casas e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere” (Atos 8:3).
A Conversão:
A perseguição em Jerusalém na realidade espalhou a semente da fé. Os crentes se dispersaram e em breve a nova fé estava sendo pregada por toda a parte (cf. Atos 8:4). “Respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor” (Atos 9:1), Saulo resolveu que já era tempo de levar a campanha a algumas das “cidades estrangeiras” nas quais se abrigaram os discípulos dispersos. O comprido braço do Sinédrio podia alcançar a mais longínqua sinagoga do império em questões de religião. Nesse tempo, os seguidores de Cristo ainda eram considerados como seita herética.
Assim, Saulo partiu para Damasco, cerca de 240 km distante, provido de credenciais que lhe dariam autoridade para, encontrando os “que eram do caminho, assim homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém” (Atos 9:2).
Que é que se passava na mente de Saulo durante a viagem, dia após dia, no pó da estrada e sob o calor escaldante do sol? A auto-revelação intensamente pessoal de Romanos 7:7-13 pode dar-nos uma pista. Vemos aqui a luta de um homem consciencioso para encontrar paz mediante a observância de todas as pormenorizadas ramificações da Lei.
Isso o libertou? A resposta de Paulo, baseada em sua experiência, foi negativa. Pelo contrário, tornou-se um peso e uma tensão intoleráveis. A influência do ambiente helertístico de Tarso não deve ser menosprezada ao tentarmos encontrar o motivo da frustração interior de Saulo. Depois de seu retorno a Jerusalém, ele deve ter achado irritante o rígido farisaísmo, muito embora professasse aceitá-lo de todo o coração. Ele havia respirado ar mais livre durante a maior parte de sua vida, e não poderia renunciar à liberdade a que estava acostumado.
Contudo, era de natureza espiritual o motivo mais profundo de sua tristeza. Ele tentara guardar a Lei, mas descobrira que não poderia fazê-lo em virtude de sua natureza pecaminosa decaída. De que modo, pois, poderia ele ser reto para com Deus?
Com Damasco à vista, aconteceu uma coisa momentosa. Num lampejo cegante, Paulo se viu despido de todo o orgulho e presunção, como perseguidor do Messias de Deus e do seu povo. Estevão estivera certo, e ele errado. Em face do Cristo vivo, Saulo capitulou. Ele ouviu uma voz que dizia: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues;. . . levanta-te, e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer” (At 9:5-6). E Saulo obedeceu.
Durante sua estada na cidade, “Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu nem bebeu” (Atos 9:9). Um discípulo residente em Damasco, por nome Ananias, tornou-se amigo e conselheiro, um homem que não teve receio de crer que a conversão de Paulo’ fora autêntica. Mediante as orações de Ananias, Deus restaurou a vista a Paulo.
O MINISTÉRIO DO APOSTOLO PAULO
Paulo começou, na sinagoga de Damasco, a dar testemunho de sua fé recém-encontrada. O tema de sua mensagem concernente a Jesus era: “Este é o Filho de Deus” (At 9:20). Mas Paulo tinha de aprender amargas lições antes que pudesse apresentar-se como líder cristão confiável e eficiente. Descobriu que as pessoas não se esquecem com facilidade; os erros do homem podem persegui-lo por um longo tempo, mesmo depois que ele os tenha abandonado. Muitos dos discípulos suspeitavam de Paulo, e seus ex-companheiros de perseguições o odiavam. Ele pregou por breve tempo em Damasco, foi-se para a Arábia e depois voltou para Damasco.
A segunda tentativa de Paulo de pregar em Damasco igualmente não teve bom resultado. Um ano ou dois haviam decorrido desde a sua conversão, mas os judeus se lembravam de como ele havia desertado de sua primeira missão em Damasco. O ódio contra ele inflamou-se de novo e “deliberaram entre si tirar-lhe a vida” (At 9:23). A dramática história da fuga de Paulo por sobre a muralha, num cesto, tem prendido a imaginação de muitos.
Os dias de preparação de Paulo não estavam terminados. O relato que ele faz aos gálatas continua, dizendo: “Decorridos três anos, então subi a Jerusalém. . .“ (Gl 1:18). Ali ele encontrou a mesma hostil recepção que teve em Damasco. Uma vez mais foi obrigado a fugir.
Paulo desapareceu por alguns anos. Esses anos que ele passou escondido deram-lhe convicções amadurecidas e estatura espiritual de que ele necessitaria em seu ministério.
Em Antioquia, os gentios estavam sendo convertidos a Cristo. A Igreja em Jerusalém teve de decidir como cuidar desses novos crentes. Foi então que Barnabé se lembrou de Paulo e se dirigiu a Tarso à sua procura (At 11:25). Barnabé já tinha sido instrumento na apresentação de Paulo em Jerusalém, num esforço por afastar suspeita contra ele.
A esses dois homens foi confiada a tarefa de levar socorro à Judéia onde os seguidores de Jesus estavam passando fome. Quando Barnabé e Paulo voltaram a Antioquia, missão cumprida, trouxeram consigo o jovem João, apelidado Marcos, sobrinho de Barnabé (At 12:25).
As Viagens Missionárias:
A jovem e florescente igreja de Antioquia resolve enviar a Barnabé e a Paulo como missionários. O primeiro porto de escala na primeira viagem missionária foi Salamina, na ilha de Chipre, terra natal de Barnabé. Este fato, juntamente com a freqüente apresentação que a Bíblia faz desses missionários como “Barnabé e Saulo” indica que Paulo desempenhava papel secundário. Esta era a viagem de Barnabé; Paulo exercia o segundo posto de comando, e os dois tinham “João [Marcos] como auxiliar” (At 13:5).
O êxito de seus esforços missionários nessa ilha incentivaram Paulo e seus parceiros a avançar para território mais difícil. Fizeram uma viagem mais longa por mar, desta vez até Perge, já em terras continentais da Ásia Menor. Dali Paulo pretendia viajar pelo interior numa missão perigosa até à Antioquia da Pisídia.
Mas, exatamente neste ponto, aconteceu algo que causou muita dor de cabeça aos três. O ajudante, João Marcos, “apartando-se deles, voltou para Jerusalém” (At 13:13), onde morava. A Bíblia não nos diz por quê, embora seja natural conjeturar que lhe faltaram coragem e confiança. A súbita mudança dos planos de Marcos causaria, mais tarde, conflito entre Paulo e Barnabé.
Em Antioquia, Paulo tomou-se o porta-voz e criou-se um padrão conhecido de todos. Alguns criam em sua mensagem e se regozijavam; outros a rejeitavam e provocavam oposição. Aconteceu pela primeira vez em Antioquia, depois em Icônio. Em Listra ele foi apedrejado e dado por morto (At 14:19), mas sobreviveu e pôde prosseguir até à cidade de Derbe.
A visita de Paulo e Barnabé a Derbe completou a sua primeira viagem. Logo Paulo resolveu percorrer de novo a difícil rota sobre a qual ele tinha vindo, a fim de fortalecer, encorajar e organizar os grupos cristãos que ele e Barnabé haviam estabelecido.
Nisto discernimos o plano de Paulo de estabelecer congregações nas principais cidades do Império. Ele não deixava seus convertidos desorganizados e sem liderança capaz, mas, pelo mesmo motivo, não permanecia muito tempo num só lugar.
Os judeus muitas vezes faziam convertidos entre os gentios, mas estes eram mantidos numa posição de “segunda classe”. A não ser que estivessem preparados para submeter-se à circuncisão e aceitar a interpretação da Lei segundo os fariseus, eles permaneciam à margem da congregação judaica. Mesmo que chegassem a esse ponto, o fato de não terem nascido judeus ainda os barrava de usufruir completa comunhão.
Assim, qual seria a relação dos convertidos gentios com a comunidade cristã? Paulo e Barnabé viajaram a Jerusalém a fim de conferenciar com os dirigentes ali a respeito desse problema fundamental.
Em Jerusalém, Paulo expôs as suas convicções e saiu vencedor. A descrição da controvérsia que o próprio Paulo apresenta aos gálatas declara que lhe estenderam “a destra de comunhão” e igualmente a Barnabé. Os dirigentes da igreja concordaram em que “nós fôssemos para os gentios” (Gl 2:9).
Após a conferência de Jerusalém, Paulo e Barnabé “demoraram-se em Antioquia, ensinando e pregando,.. . a palavra do Senhor” (Atos 15:35). Aqui, dois incidentes causaram severas tensões às relações de trabalho de Paulo com Pedro e Barnabé.
O primeiro desses incidentes surgiu dos mesmos problemas que provocaram a conferência de Jerusalém. A conferência havia liberado os gentios do regulamento judaico da circuncisão. Contudo, não havia decidido se os cristãos de origem judaica poderiam comer com os convertidos gentios. Pedro tomou posição ao lado de Paulo nessa praxe, o que envolvia relaxar os regulamentos dos judeus com vistas a alimentos. Na realidade, Pedro deu o exemplo comendo com gentios. Mais tarde, porém, ele “afastou-se e, por fim, veio a apartar-se” (Gl 2:12), e Barnabé se deixou levar “pela dissimulação deles” (v. 13).
Paulo, considerando esses atos como nova ameaça à sua missão entre os gentios, recorreu a uma medida drástica. “Resisti-lhe [a Pedro] face a face, porque se tornara repreensível” (Gálatas 2:11). Ele fez isso “na presença de todos” (v. 14). Em outras palavras, ele recorreu à censura pública.
Esse incidente ajuda-nos a entender o segundo, que Lucas registra em Atos 15:36-40. Barnabé desejava que o jovem Marcos os acompanhasse na segunda viagem missionária; Paulo opôs-se à idéia. E a narrativa diz que “houve entre eles tal desavença que vieram a separar-se” (v. 39).
Não sabemos se Paulo e Barnabé voltaram a encontrar-se. Eles concordaram em discordar” e empreenderam viagens, cada um para seu lado. Sem dúvida o evangelho foi desse modo promovido mais do que se tivessem permanecido juntos.
Então “Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu. . . E passou pela Síria e Cilícia, confirmando as igrejas” (Atos 15:40, 41). Depois de nova visita a Derbe, o último ponto visitado na primeira viagem, Paulo e seu grupo prosseguiram até Listra para ver seus convertidos nesta cidade. Aqui Paulo encontrou um jovem cristão chamado Timóteo (Atos 16:1), e viu nele um substituto potencial para Marcos.
O que aconteceu aqui redimiu Paulo de qualquer acusação de não se mostrar disposto a depositar confiança em homens mais moços do que ele. Em 1 Tm 1:2 dirigiu-se ao jovem Timóteo “verdadeiro filho”, e na segunda epístola fala dele como “amado filho” (2 Tm 1:2). Na segunda epístola lemos também: “pela recordação que guardo da tua fé, a mesma que primeiramente habitou em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também em ti” (2 Tm 1:5). Esta referência pode significar que a família de Timóteo fora ganha para Cristo por Paulo e Barnabé na sua primeira viagem. Por certo, quando Paulo voltou, ele quis que Timóteo “fosse em sua companhia” (At 16:3). Este mesmo versículo acrescenta que Paulo “circuncidou-o por causa dos judeus”. Era esta atitude coerente com o julgamento anterior de Paulo sobre Pedro? Ou se devia ao fato de ter ele aprendido a não criar problemas desnecessários? De qualquer modo, uma vez que Timóteo era meio-judeu, esta decisão evitaria problemas muitas vezes. Paulo sabia como lutar por um principio e como ceder por conveniência quando não estava em jogo nenhum princípio. Paulo sustentava que a circuncisão não era necessária à salvação (cf. Gálatas), mas estava pronto para circuncidar um judeu cristão como uma questão de conveniência.
Quando o grupo de evangelistas (dirigido de algum modo não especificado pelo Espírito Santo — At 16:6-8) chegou a Trôade e se pôs a contemplar o outro lado da estreita península, deve ter ponderado sobre a perspectiva de avançar sua campanha ao continente europeu. A decisão foi tomada quando “à noite, sobreveio a Paulo uma visão, na qual um varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos” (At 16:9). A resposta de Paulo foi imediata. O grupo navegou para a Europa. Muitos escritores têm sugerido que esse “varão macedônio” pode ter sido o médico Lucas. De qualquer maneira, parece que neste ponto ele entrou no drama de viagem, porque agora ele começa a referir-se aos missionários como “nós”.
A viagem continuou ao longo da grande estrada romana que corre para o Ocidente através das principais cidades da Macedônia — desde Filipos até Tessalônica, e de Tessalônica a Beréia. Durante três semanas, Paulo falou na sinagoga de Tessalônica; depois foi para Atenas, centro da erudição grega, e cidade onde dominava a idolatria (At 17:16). Incansável, ele partiu para Corinto.
Sua primeira e grande missão no mundo gentio estendeu-se por quase três anos. Depois ele voltou a Antioquia.
Após uma curta permanência em Antioquia, Paulo partiu em sua terceira viagem missionária no ano 52 d.C. Desta vez suas primeiras paradas foram na Galácia e na Frígia. Depois de visitar as igrejas em Derbe, Listra, Icônio e Antioquia, ele resolveu fazer algum trabalho missionário intensivo em Éfeso, a capital da província romana da Ásia. Estrategicamente localizada para comércio, era superada somente por Roma, Alexandria e Antioquia em tamanho e importância. Como resultado dos trabalhos de Paulo ali, ela tornou-se a terceira mais importante cidade na história do Cristianismo primitivo — Jerusalém, Antioquia, depois Éfeso.
Paulo chegou a Éfeso para empreender o que provou ser as mais extensas e exitosas de suas atividades missionárias em qualquer localidade. Mas esses anos lhe foram estrênuos. Visto que ele sustentava a si próprio trabalhando em sua profissão, seus dias eram longos. Seguindo o costume dos trabalhadores de um clima tão quente, ele levantava-se antes de raiar o dia e começava a trabalhar. As horas da tarde ele as empregava no ensino e pregação, e é provável que também as horas vespertinas. Isto ele fez “diariamente” durante “dois anos”. Em sua própria descrição desses trabalhos, Paulo acrescenta que ele não só ensinava em público, mas “também de casa em casa” (At 20:20). Teve êxito — muito bom êxito. Somos informados de “milagres extraordinários” (At 19:11) ocorridos durante esses dias agitados em Éfeso. A nova fé causou tal impacto sobre a cidade que “muitos dos que haviam praticado artes mágicas, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos” (At 19:19). Isso suscitou o ódio dos adoradores pagãos, temerosos de que os cristãos solapassem a influência de sua religião.
Depois de três invernos em Éfeso, Paulo passou o seguinte em Corinto, em concordância com a promessa e a esperança expressas em 1 Co 16:5-7. Ali Paulo fez outros preparativos para uma visita a Roma. Escreveu uma carta, dizendo aos cristãos de Roma: “Muito desejo ver-vos, . . . muitas vezes me propus ir ter convosco” (Rm 1:11, 13), e “penso em fazê-lo quando em viagem para a Espanha” (Rm 15:24).
Paulo ignorou as advertências sobre os perigos que o ameaçavam se ele aparecesse de novo em Jerusalém. Ele achava que era decisivo voltar em pessoa, como portador da oferta das congregações gentias. Ele estava “pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém, pelo nome do Senhor Jesus” (At 21:13). De modo que Paulo foi de novo a Jerusalém, e Lucas escreve que “os irmãos nos receberam com alegria” (At 21:17). Mas espreitando nas sombras estava uma comissão de recepção com intenções diferentes.
PAULO, PRESO E JULGADO
Os cristãos de Jerusalém ficaram felizes ao ouvir o relatório de Paulo sobre a divulgação da fé cristã. Contudo, alguns cristãos judeus duvidaram da sinceridade de Paulo. Para mostrar seu respeito pela tradição judaica, Paulo juntou-se a quatro homens que cumpriam um voto de nazireu no templo. Alguns judeus da Ásia agarraram Paulo e falsamente o acusaram de introduzir gentios no templo (At 21:27-29). O tribuno da guarnição romana levou Paulo em custódia para impedir um levante. Ao saber que Paulo era cidadão romano, o tribuno retirou-lhe as cadeias e pediu aos judeus que convocassem o Sinédrio para interrogá-lo.
Paulo percebeu que a multidão enfurecida poderia matá-lo. Assim, ele disse ao Sinédrio que fora preso por ser fariseu e crer na ressurreição dos mortos. Esta afirmação dividiu o Sinédrio em suas facções de fariseus e saduceus, e o comandante romano teve de salvar Paulo de novo.
Ouvindo dizer que os judeus tramavam uma emboscada contra Paulo, o comandante enviou-o de noite a Cesaréia, onde ficou guardado no palácio de Herodes. Paulo passou dois anos presos aí.
Quando os acusadores de Paulo chegaram, acusaram-no de haver tentado profanar o templo e de ter criado uma revolta civil em Jerusalém (At 24:1-9). Félix, procurador romano, exigiu mais provas do tribuno em Jerusalém. Mas antes que estas chegassem, Félix foi substituído por um novo procurador, Pórcio Festo. Este novo oficial pediu aos acusadores de Paulo que viessem de novo a Cesaréia. Ao chegarem, Paulo fez valer os seus direitos como cidadão romano de apresentar seu caso perante César.
Enquanto aguardava o navio para Roma, Paulo teve oportunidáde de defender a sua causa perante o rei Agripa II que visitava Festo. O capítulo 26 de Atos registra o discurso de Paulo no qual ele contou de novo os eventos de sua vida até aquele ponto.
Festo entregou Paulo aos cuidados de um centurião chamado Júlio, que estava levando um navio carregado de prisioneiros para a cidade imperial. Após uma viagem acidentada, o navio naufragou na ilha de Malta. Três meses depois, Paulo e os demais prisioneiros tomaram outro navio para Roma.
Os cristãos de Roma viajaram quase cinqüenta quilômetros para dar as boas-vindas a Paulo (At 28:15). Em Roma Paulo foi posto sob prisão domiciliar, e em At 28:30 lemos que ele alugou uma casa por dois anos enquanto aguardava que César ouvisse o seu caso.
O Novo Testamento não nos fala da morte de Paulo. Muitos estudiosos modernos crêem que César libertou o apóstolo, e que ele empenhou-se em mais trabalho missionário antes de ser preso pela segunda vez e executado.3
Dois livros escritos antes do ano 200 d.C. — a Primeira Epístola de Clemente e os Atos de Paulo — asseveram que isso aconteceu. Indicam que Paulo foi decapitado em Roma perto do fim do reinado do imperador Nero (c. 67 d.C.).
A personalidade do Apostolo:
As epístolas de Paulo são o espelho de sua alma. Revelam seus motivos íntimos, suas mais profundas paixões, suas convicções fundamentais. Sem a sobrevivência das cartas de Paulo, ele seria para nós uma figura vaga, confusa.
Paulo estava mais interessado nas pessoas e no que lhes acontecia do que em formalidades literárias. A medida que lemos os escritos de Paulo, notamos que suas palavras podem vir aos borbotões, como no primeiro capítulo da carta aos Gálatas. As vezes ele irrompe abruptamente para mergulhar numa nova linha de pensamento. Nalguns pontos ele toma um longo fôlego e dita uma sentença quase sem fim.
Temos em 2 Co 10:10 uma pista de como as epístolas de Paulo eram recebidas e consideradas. Mesmo seus inimigos e críticos reconheciam o impacto do que ele tinha para dizer, pois sabemos que comentavam: “As cartas, com efeito, dizem, são graves e fortes.. (2 Co 10:10).
Líderes fortes, como Paulo, tendem a atrair ou repelir os que eles buscam influenciar. Paulo tinha tanto seguidores devotados quanto inimigos figadais. Como conseqüência, seus contemporâneos mantinham opiniões variadíssimas a seu respeito.
Os mais antigos escritos de Paulo antedata a maioria dos quatro Evangelhos. Refletem-no como um homem de coragem (2 Co 2:3), de integridade e elevados motivos (vv. 4-5), de humildade (v. 6), e de benignidade (v. 7).
Paulo sabia diferençar entre sua própria opinião e o “mandamento do Senhor” (1 Co 7:25). Era humilde bastante para dizer “se¬gundo minha opinião” sobre alguns assuntos (1 Co 7:40). Ele estava bem cônscio da urgência de sua comissão (1 Co 9:16-17), e do fato de não estar fora do perigo de ser “desqualificado” por sucumbir à tentação (1Co 9.27). Ele se recorda com pesar de que outrora perseguia a Igreja de Deus (1Co 15.9).
Leia o capítulo 16 da carta aos Romanos com especial atenção à atitude generosa de Paulo para com os seus colaboradores. Ele era um homem que amava e prezava as pessoas e tinha em alto apreço a comunhão dos crentes. Na carta aos Colossenses vemos quão afetivo e amistoso Paulo poderia ser, mesmo com cristãos com os quais ainda não se havia encontrado. “Gostaria, pois, que saibais, quão grande luta venho mantendo por vós. . . e por quantos não me viram face a face”, escreve ele (Cl 2:1).
Na carta aos Colossenses lemos também a respeito de um homem chamado Onésimo, escravo fugitivo (Cl 4:9; Fm 10), que evidentemente havia acrescentado ao furto o crime de abandonar o seu dono, Filemom. Agora Paulo o havia conquistado para a fé cristã e o persuadira de voltar ao seu senhor. Mas conhecendo a severidade
do castigo imposto aos escravos fugitivos, o apóstolo desejava convencer a Filemom a tratar Onésimo como irmão. Aqui vemos Paulo, o reconciliador. E tudo isso ele fez a favor de um homem que estava no degrau mais baixo da escada da sociedade romana. Contraste essa atitude com o comportamento do jovem Saulo guardando as vestes dos apedrejadores de Estevão. Observe quão profundamente Paulo havia mudado em sua atitude para com as pessoas.
Nesses escritos vemos Paulo como amigo generoso, afetivo, um homem de grande fé e coragem— mesmo em face de circunstâncias extremas. Ele estava totalmente comprometido com Cristo, quer na vida, quer na morte. Seu testemunho é profundamente firmado nas realidades espirituais: “Tanto sei estar humilhado, como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias já tenho experiência, tanto de fartura, como de fome; assim de abundância, como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4:12-13).
O APÓSTOLO PAULO
Depois de Jesus, Paulo deve ser a pessoa mais influente na história da fé cristã. A conversão de um inimigo zeloso dos cristãos para um advogado incansável do evangelho, se classifica entre uma das histórias mais dramáticas das escrituras. Seus anos de ministério o levaram a inúmeras cidades na Ásia Menor e na Europa. Ele também escreveu treze cartas que estão incluídas no Novo Testamento.
EDUCAÇÃO
Apesar de ter nascido em Tarso, Paulo testifica que cresceu em Jerusalém e que estudou sob a tutela de Gamaliel (Atos 22:3). Não é muito claro quando que Paulo chegou a Jerusalém, mas é provável que ele tenha começado os seus estudos rabínicos entre seus 13 e 20 anos.
SAULO O PERSEGUIDOR
Pouco tempo depois dos eventos que mudaram o mundo, a ressurreição de Jesus e o pentecostes, os membros de certas sinagogas em Jerusalém, inclusive uma sinagoga da Cilícia (Atos 6:9), da terra nativa de Paulo, resolveram anular a nova igreja. Eles lutaram contra a sabedoria e o espírito (6:10) de Estevão (6:5,8). Eles o acusaram de blasfêmia diante do sinédrio (6:11-15) e, depois de sua defesa eloqüente (7:1-53), arrastaram-no para fora da cidade, aonde ele foi apedrejado até a morte. Ele se tornou o primeiro mártir cristão.
O registro não revela inteiramente qual era o papel de Paulo nesses procedimentos, mas sabemos que ele era um participante ativo. As testemunhas contra Estevão, que eram encarregados de jogar as pedras na execução, "puseram as suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo" (Atos 7:58). A morte de Estevão iniciou os eventos que resultariam na conversão e na empreitada de Paulo como o apóstolo dos gentios. Mas, naquele tempo, Paulo era um líder dos opressores da igreja. Ele respirava ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor (Atos 9:1); ele perseguiu a igreja de Deus e tentou destruí-la (Gálatas 1:13) prendendo mulheres e homens cristãos (Atos 22:4) em muitas cidades.
A CONVERSÃO E O CHAMADO
Paulo recebeu cartas do sumo sacerdote em Jerusalém, endereçadas às sinagogas em Damasco, autorizando-o a prender os crentes de lá e trazê-los a Jerusalém para julgamento (Atos 9:1-2). Quando ele estava perto de Damasco, uma luz vinda do céu "a qual excedia o esplendor do sol" apareceu em volta de Paulo e os que estavam viajando com ele, e eles caíram no chão (26:13-14). Somente Paulo, no entanto, podia ouvir a voz de Jesus, que lhe dizia que ele seria o instrumento escolhido por Cristo para trazer as boas novas aos gentios (26:14-18). Paulo foi guiado até Damasco, temporariamente cego (9:8). Lá, o discípulo Ananias e a comunidade cristã o ajudaram através do evento inquietador de sua conversão (9:10-22). Depois de um curto período com a igreja de lá, Paulo começou a proclamar a Cristo ressurreto publicamente, e os judeus ameaçaram Paulo de morte (9:20-22). Ele foi protegido pelos que criam e escapou de seus perseguidores (9:23-25).
A conversão de Paulo foi de uma importância tão revolucionária e duradoura que há três relatos detalhados desse evento no livro de Atos (Atos 9:1-19; 22:1-21; 26:1-23). Paulo se refere a ela muitas vezes nas suas próprias cartas (1 Coríntios 9:1; 15:8; Gálatas 1:15-16; Efésios 3:3; Filipenses 3:12). A transformação deste perseguidor zeloso de Jesus Cristo em o defensor chefe do evangelho (1 Coríntios 3:10; 1 Timóteo 1:13) mudaria profundamente o curso da história mundial.
OS ANOS FINAIS E O MARTÍRIO
Se assumirmos que Paulo é o autor das cartas pastorais (1 Timóteo, 2 Timóteo e Tito), podemos traçar o provável curso dos eventos dos últimos anos de Paulo. Romanos 15:28 mostra que a intenção de Paulo era entregar as arrecadações e ir em direção a Roma e depois para a Espanha. O fato de ele ter sido preso em Jerusalém não só atrapalhou seus planos mas também o fez perder tempo que ele queria gastar em outro lugar. Nós sabemos que algum tempo depois de 61 D.C., Paulo deixou Tito em Creta (Tito 1:5) e viajou através de Mileto, sul de Éfeso. Viajando em direção a Macedônia, Paulo visitou Timóteo em Éfeso (1 Timóteo 1:3). No caminho, Paulo deixou seu manto e seus livros com Carpo em Trôade (2 Timóteo 1:3). Isso indica que a intenção dele era voltar ali para pegar as suas coisas.
De Macedônia, Paulo escreveu sua carta afetuosa porém apreensiva a Timóteo (62-64 D.C). Ele havia decidido passar o inverno em Nicópolis (Tito 3:12), noroeste de Corinto, mas ainda se encontrava na Macedônia quando escreveu esta carta a Tito. Essa carta é parecida com 1 Timóteo, mas com um tom mais rigoroso. Nela há uma última referência ao eloqüente e zeloso Apolo (Tito 3:13), que ainda trabalhava para o evangelho por mais de dez anos depois de ter conhecido Paulo em Éfeso (Atos 18:24). Neste ponto da história o caminho de Paulo é desconhecido. Ele pode ter passado o inverno em Nicópolis, mas ele não retornou a Trôade como ele havia planejado (2 Timóteo 4:13).
Em algum ponto os romanos provavelmente o prenderam novamente, pois ele passou um inverno em Roma na Mamertime Prison, passando frio na cela gelada de pedra enquanto escrevia a sua segunda carta a Timóteo (66-67 D.C). Ele podia estar antecipando isso quando pediu para Timóteo lhe trazer o seu manto (2 Timóteo 4:13,21). Nós só podemos especular quais eram as acusações contra Paulo; alguns sugerem que Paulo e os outros cristãos podiam ter sido acusados (falsamente) de terem incendiado Roma. Era, no entanto, contra a lei pregar a fé cristã. A proteção que havia sido dada aos judeus tinha sido retirada dessa nova religião estranha. Paulo sentiu o peso dessa perseguição. Muitos o abandonaram (2 Timóteo 4:16), inclusive todos os seus colegas na Ásia (1:15) e Demas que amava ao mundo (4:10). Apenas Lucas, o médico e autor do livro de Lucas e Atos, estava com ele quando ele escreveu a sua segunda carta a Timóteo (4:11). Crentes fiéis que estavam escondidos em Roma também manteram contato (1:16; 4:19, 21).
Ele pediu a Timóteo que viesse ao seu encontro em Roma (4:11), e aparentemente Timóteo foi. O pedido de Paulo que Timóteo o trouxesse seus livros e o seu pergaminho indica que ele estava estudando a palavra até o fim. O apóstolo Paulo teve duas audiências diante dos romanos. Na sua primeira defesa só o Senhor ficou do seu lado (2 Timóteo 4:16). Lá não só ele se defendeu como também defendeu o evangelho, ainda na esperança que os gentios escutassem sua mensagem. Aparentemente não houve um veredicto, e Paulo foi "livre da boca do leão" (4:17). Apesar de Paulo saber que morreria em breve, ele não temeu. Ele foi assegurado que o Senhor o daria a coroa da justiça no último dia (4:8). Finalmente, o apóstolo em si escreveu encorajar todos os que criam "O Senhor seja com o teu espírito. A graça seja com vosco" (2 Timóteo 4:22, RSV). Depois disso, a escritura não menciona mais Paulo.
Nada sabemos sobre a segunda audiência de Paulo, mas provavelmente resultou em sentença de morte.
Não temos nenhum relato escrito do fim de Paulo, mas foi provavelmente executado antes da morte de Nero no verão de 68 D.C.. Como um cidadão romano, ele deve ter sido poupado das torturas que os seus companheiros de mártir haviam sofrido recentemente. A tradição diz que ele foi decapitado fora de Roma e enterrado perto dali. A sua morte libertou Paulo "partir e estar com Cristo, o que é muito melhor" (Filipenses 1:23). Fonte:Ilumina Adquira o livro "O PÚLPITO NÃO É FIM" ou convide o autor para estar levando uma palavra edificante ou realizando uma palestra em sua igreja, retiros, encontros ou eventos. Contato pelo e-mail:pregador2007@gmail.com
VASO DE SANTIFICAÇÃO

“Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra”.
(I Tessalonicenses 4:4).
Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer”. (Jeremias 18:4).
Os vasos fracos, rachados, riscados danificados precisam ser novamente moldados e refeitos e remanejados. “Deus manda te dizer não podes desistir, viu tua aflição, ouviu tua oração, você tem que reagir... sai deste sofrimento, pois neste momento a vitória te chegou! Em nome de Jesus você vai conseguir. Quem tem promessa do Senhor, Ele jamais esquece!”. E não se esquece mesmo de cada um dos Seus vasos. Tal como um oleiro faz com seu trabalho, assim faz o Senhor. Ele age desta forma com cada um de nós e não nos abandona. Todo vaso que para ele não tem valor e não presta tem que ser quebrado. Ele precisa passar na Olaria de Jeová para reparos do Senhor. E pode notar... Todo vaso defeituoso, imperfeito normalmente é desprezado e, ninguém se agrada dele; as pessoas os deixam de lado; elas os esquecem num canto qualquer; os abandonam. “Estou esquecido no coração deles, como um morto; sou como um vaso quebrado”. (Salmos 31:12). (Jeremias 22:28). “Israel foi devorado; agora está entre os gentios como um vaso em que ninguém tem prazer”. (Oséias 8:8). Por isso, por amor Deus nos remodela, para que não sejamos descartados, mas usados por Ele e não simplesmente jogados de lado. Quando somos um vaso fraco, anêmico e vazio na fé, precisamos pedir com fé a Jesus “Quero ser em Sua mão um instrumento, o sal da terra, uma árvore frutífera; começa Senhor... quebra o vaso, quebra e molda, sou seu servo, vem encher-me, renova meu ser Pai”; Só assim Deus toma uma providência! Com Seu poder Supremo e conhecedor de cada vaso que Ele próprio criou, Ele quebrará e o fará outra vez, ou simplesmente o moldará e o encherá novamente. Ele nos vê e conhece cada um dos atos que praticamos. Quando somos cristãos sinceros e entendemos que o Senhor é o Oleiro e nós o barro, então é aí que podemos dizer: “Meu Deus me socorre e sare a minha dor; não me abandones, não me deixe só, sem Ti não sou ninguém, sou fraco, sou pó; Só Tu És meu tudo, minha força maior; consola minha alma e o meu coração, sustenta-me ó Deus com as Tuas mãos, o mar é bravio e quer me tragar, mas sei que Tu podes o mar acalmar”.Somos, com certeza, sua mais preciosa criação, Sua obra prima, Sua jóia rara. “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim”. (Lamentações 3:22).
“Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra”. (II Timóteo 2:20). Para sermos um grande e belo vaso de honra podemos pedir a Deus assim: “Senhor aqui estou de Joelhos, estende Tuas mãos para mim, toca minha alma, penetra meu coração”. “Ó meu Senhor ouve a minha oração, unge a minha cabeça com óleo”. Jesus é amoroso e vai ouvir o seu clamor, e vai te ajudar. Aqui estou pra obra, Seja no que for; Aguardo Suas ordens, Sim Jesus Senhor; De lá do Calvário Te ouvi me chamar, Oh! Jesus Te digo, “Vim pra batalhar!”
Para chegarmos ao céu precisamos primeiro saber que, temos que nos humilhar primeiro para depois sermos exaltados! E em segundo lugar é imprescindível que encontremos Jesus e nos apresentar aprovados diante de Deus, pois Ele conhece os que realmente são dEle. “Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade”. (II Timóteo 2:19). Precisamos saber que “Deus age conforme a nossa fé. Deus faz a obra em nosso viver. “Jesus veio pra dar vitória a todos que não param de buscar... Ele tem promessa e vai cumprir; Ele tem na mão a chave da vitória; Ele é o Rei da Glória...” “Não há quem impeça a tua vitória, se você deixar Ele ser teu Oleiro...”. Projeto Benção e ação ou e Pregador Maurio Maciel. Adquira o livro "O PÚLPITO NÃO É FIM" ou convide o autor para estar levando uma palavra edificante ou realizando uma palestra em sua igreja, retiros, encontros ou eventos. Contato pelo e-mail:pregador2007@gmail.com
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
A PALAVRA DE DEUS VALE MAIS QUE O OURO

PALESTRA "Levantando uma igreja que caminha para o alvo, “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura...”
Graça e paz, me sentiria muito feliz de poder realizar minha palestra na Igreja em que Deus te confiou, trata-se de uma palestra que trata de liderança, crescimento e mover na igreja, não toca em doutrina ou direção da mesma e é para crescimento de todos os membros.
1 dia de Ministração
TEMA - Levantando Uma Igreja que Caminha para o Alvo “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura...”
(manhã)
Tópicos: 1º DIA - Formando um Povo Obediente, Consciente, Comprometido e Ganhador de Almas
1 – Uma Igreja que caminha para o Alvo possui Líderes Obedientes ao seu Pastor (Só através da obediência a Liderança da Igreja é possível Liderar)
a – A obediência gera no espírito...
b - Saber se relacionar com a liderança...
c - Um líder necessita ser uma pessoa...
d - É preciso ter uma mente disposta...
e - É preciso ter a certeza do ministério...
f - Desenvolver uma intimidade...
g - Conhecimento da Palavra de Deus é...
2- Uma Igreja que Caminha para o Alvo cria e desenvolve Ministérios que tragam resultados imediatos
a - Ministérios estratégicos para crescimento...
b - Colocando pessoas certas...
c - Todos os membros pertencentes
d - Ministérios devem andar...
e - O sucesso de um Ministério...
(tarde)
3- Amor ao próximo é primordial para uma Igreja que Caminha para o Alvo
a - “Amor” é a palavra-chave para...
b - É preciso ter amor...
c -.Todos possuem um... .
d - Não basta pregar e ganhar vida...
e - A Igreja tem por obrigação...
f - Devemos admitir que muitas vezes...
g - Como adquirir uma imagem... .
4 – 3 Grupos de pessoas: Em qual deles você se encaixa?
a - As pessoas que fazem as coisas acontecerem
b - Pessoas que vêem as coisas acontecerem
c - Os que não sabem o que aconteceu
(noite)
Encerramento: Com muita adoração, pregação, oração, e louvor.
Para realizar uma palestra em sua cidade, seja em uma igreja, empresa ou auditório basta proceder da seguinte maneira:
- Reunir um mínimo de 30 pessoas
- Todos participantes receberão o livro “O PÚLPITO NÃO É O FIM”.
- O valor por participante é de R$ 19,90 por pessoa. (com direito ao livro)
- As inscrições devem ser feitas antecipadamente e nos enviados um relatório com nome da Igreja, Pastor ou pessoa responsável, cidade, e-mail, fone para contato, numero total de participantes, local e data desejada.
Inscrições posteriores serão permitidas desde que sejam acertadas antes do inicio da Palestra.
Valor do Livro fora da palestra R$ 19,90
Alimentação e hospedagem podem ser na residência de algum irmão e serão custeadas pelo responsável pelo evento.
Aguardamos seu contato.
e-mail: palestrante2007@gmail.com Adquira o livro "O PÚLPITO NÃO É FIM" ou convide o autor para estar levando uma palavra edificante ou realizando uma palestra em sua igreja, retiros, encontros ou eventos. Contato pelo e-mail:pregador2007@gmail.com
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